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Pergunte
ao Arquiteto
Arquiteto
Joelmo Cornélio - Diretor
Do
projeto de uma casa aos espaços futuros na qual irão habitar, nossos
clientes estão sempre buscando aprender mais sobre os desafios que
logo estarão enfrentando. Para facilitar, nós trouxemos algumas
perguntas que, geralmente, são feitas a nossos arquitetos quando são
chamados a projetar uma nova casa. Com nossa experiência, as
respostas poderão ajudar a partir para um bom começo de trabalho.
Com
uma rede de profissionais qualificados, procuramos trazer, através da
união do conhecimento e experiência, respostas a perguntas
geralmente complexas.
Abaixo,
o arquiteto brasileiro Joelmo Cornélio dá algumas respostas às várias
perguntas comuns. Joelmo tem sido arquiteto atuante a 12 anos,
inclusive com cursos no exterior.
Estou
pensando em construir, mas ainda não possuo o lote. Como escolher a
melhor área?
A
planta arquitetônica da casa é o único projeto que necessito
fornecer a meu construtor para iniciar as obras?
Como
se estima o custo de uma construção?
Que
qualificações devo atentar ao selecionar um arquiteto para projetar
minha casa?
Eu
não consigo compreender uma planta arquitetônica apenas no papel.
Como vou saber se ela se adequa às minhas necessidades sem ainda
tê-la.
Construído?
Como
aliar minhas necessidades de habitação aos meus poucos recursos para
construção?
Qual
a diferença entre "área útil" e "área total"?
Quais
são as considerações mais importantes ao se projetar uma casa para
um lote estreito?
Estou pensando em
construir, mas ainda não possuo o lote. Como escolher a melhor área?
A posição do
lote, bem como suas características físicas,
são fatores importantes
a serem considerados por quem pretende construir.
Freqüentemente, as pessoas parecem preferir áreas planas e que
estejam em locais considerados nobres. Mas, além destes fatores, deve-se
observar a área que realmente é necessária para a implantação dos espaços
pretendidos, bem como se o loteamento possui
infra-estrutura mínima
(luz/água/captação de esgoto/asfalto, etc).
Não obstante, há
também diversas considerações que deverão ser levantadas quando da
aquisição de um lote, tais como a posição solar, de onde vem os
ventos dominantes e se a metragem no papel corresponde ao que está no
local. Todos os projetos são concebidos, principalmente, levando-se
em conta estes fatores.
Verificar a idoneidade fiscal do vendedor e se o lote também
não possuí nenhum ônus também
é
importante.
Algumas áreas são
de proteção ambiental ou estão situadas em zoneamentos especiais.
Portanto é preciso verificar a legislação e se é permitido a
construção nestes locais.
Ao se escolher um
lote, é preciso verificar se existe fácil acesso ao bairro, a
vizinhança (privacidade), os locais de lazer e os de serviços
próximos.
Os lotes,
geralmente, são divididos em três categorias: planos, em aclive e
declive.
Os lotes planos,
para os arquitetos, são aqueles que possuem uma topografia mais ou
menos nivelada com o arruamento.
Estes lotes permitem com certa facilidade a construção de
casas térreas ou assobradadas, pois não necessitam de movimentações
de terras, exceção daquelas removidas das fundações.
Geralmente, nestes lotes, quando da concepção de um sobrado, por
exemplo, as áreas de lazer, de serviços e sociais são implantadas
no primeiro piso, isto é, no térreo. Já, a ala íntima, aquela que
recebe os quartos e os banhos, são situadas no segundo piso, ou, se
preferir, no primeiro pavimento.
Os lotes em declive
são os que em relação ao nível da rua estão em decida,
inclinados de cima para baixo. Construir nestes lotes se torna mais
complicado, na medida que a obra fica mais onerosa, quando o projeto
pede nivelamento com a rua. Neste caso tem
que executar muros de
arrimos, ou grandes áreas de subsolos. Estas áreas, geralmente,
abrigam garagens, espaços de serviços ou áreas de lazer. Ao se
implantar estes espaços, surge a pergunta.
E se o dono do terreno
logo abaixo ao meu não permitir que se passe minha rede de esgoto e
água pluvial? Bem, neste caso, a lei exige que as servidões
necessárias ao lote dominante, neste caso, o que encontra-se acima, não
devem ser restringidos pelo dono do lote serveniente, aquele que se
encontra logo abaixo. Porém cabe as custas pela passagem ao dono do
lote dominante. Veja que aí
já é possível verificar o aumento nos
custos finais da obra. Mas não se desanime. Utilizando-se da
criatividade, os arquitetos sempre planejam belas casas para esta
configuração, com diferentes níveis de ambientes, ou também
varandas, buscando vista para as belas
paisagens ou áreas de lazer, onde somente são
permitidas para este tipo de terreno.
Nos lotes em
aclive, ocorre o contrário, são os que sobem em relação ao
nível da rua. Também neles, permite-se trabalhar com diferentes níveis.
Porém, nos fundos, o lote fica vulnerável ao lote logo acima, onde a
privacidade fica comprometida, quase sempre, nas áreas de lazer. Os
cortes de terreno e a remoção de terras, também,
oneram,
e muito, o
custo final da casa.
De qualquer modo,
todos os lotes, seja ele pequeno ou grande, de topografia difícil, é
possível erguer os espaços para habitação, pois os arquitetos estão
sempre atentos ao que pode ser extraído de melhor destes locais.
A planta arquitetônica
da casa é o único projeto que necessito fornecer a meu construtor
para iniciar as obras?
As plantas que você
recebe devem vir acompanhadas de detalhes suficientes para que seu
construtor comece uma obra. Os projetos arquitetônicos,
geralmente,
possuem, em seu conteúdo,
as plantas baixas com as cotas e níveis,
os
cortes; a cobertura, as implantações,
bem como todas as
elevações. Entretanto, além desta planta ou desenhos de
detalhamentos, você precisará requisitar de um arquiteto ou
engenheiro, os projetos complementares, isto é, aqueles que irão dar
conjunto e funcionalidade ao arquitetônico. Os projetos
complementares,
em síntese, são os de estrutura e fundações: O elétrico, o telefônico, o hidro sanitário e, em alguns casos,
os de prevenção
e combate a incêndios e instalação de gás. Você necessitará também
de uma lista detalhada que indique os vários materiais que irá
utilizar em sua nova casa. Este item é importante para que possa
programar os gastos e o tempo de execução das obras. É o chamado
"Cronograma físico-financeiro"
Além dos fatores
apresentados acima, é preciso também solicitar permissão dos órgãos
públicos para início das obras. Serão estes institutos que irão
analisar todos os projetos, e, em caso de deferimento, expedirão um
alvará autorizando o início das obras. Geralmente são verificados
se os projetos atendem
ã legislação vigente e se possuem responsáveis
técnicos.
Fisicamente, o
canteiro de obras deve estar preparado para receber o novo projeto,
com infra estrutura básica e pessoal devidamente registrado e
qualificado para executar todos os serviços. A não observância de
algum desses itens, poderá acarretar graves conseqüências.
Como se estima o
custo de uma construção?
Esta
geralmente é a pergunta mais freqüentemente
feita e também a mais difícil
de responder. Primeiramente, há diferenças consideráveis em custos
de materiais e de mão-de-obra de uma região para outra.
Além
disso, a escolha do local onde será construída a casa tem um papel
importante para determinar o custo da obra. Num terreno plano a obra
ficará mais econômica que num terreno em declive, por exemplo.
Também
o custo final depende dos acabamentos que irá colocar na obra.
Considere esta analogia: quando você compra um automóvel, o preço
final tem o drástico impacto dos acessórios que escolheu. O mesmo é
verdadeiro para as casas.
Assim segue aqui
uma sugestão: Use da informação e pesquisa para se chegar ao preço
final. Estas informações podem ser obtidas nos indicadores.
Geralmente estes
indicadores são utilizados pelos profissionais para calcular
estimativamente uma obra. No Brasil, além dos índices oficiais do
país, outros são comumente aceitos, tais como o CUB (Custo Unitário
Básico da Construção Civil). Este indicador pode ser encontrado
juntamente aos oficiais, em jornais de circulação nacional ou nos
Institutos tributários. O CUB é diferente de região para região do
país. Por exemplo: hipoteticamente, enquanto que em São Paulo
(Região Sudeste) o custo por metro quadrado é de R$ 800,00, já em
Fortaleza é de R$ 650,00 (Região Nordeste).
Portanto, se você
pretende construir na região Nordeste, basta multiplicar a área da
casa pelo CUB. Um projeto de 100m2 de área total custaria então, R$ 65.000,00.
Outras variações
podem ser encontradas neste índice tais como o padrão da obra
(baixo/médio ou alto).
Neste indicador já
estão inclusos todos os gastos preliminares, de projetos, os
acompanhamentos técnicos, de insumos, de mão-de-obra e encargos
sociais e trabalhistas, alem da aquisição do lote. Variações
poderão ocorrer, é claro, se você comprou um lote com
características especiais ou adquiriu materiais nobres, daí a obra
eleva-se para o padrão alto e o CUB passará a ser outro.
Que qualificações
devo atentar ao selecionar um arquiteto para projetar minha casa?
Projeto residencial
é uma área altamente especializada da arquitetura.
Essencialmente, há duas organizações profissionais que fornecem
certificações e informações sobre os profissionais desta área. O
Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), dá total apoio e estrutura
para quem pretende contratar um arquiteto. Já o Conselho de
Engenharia e Arquitetura (CREA) é uma Instituição de caráter regimental e, que,
portanto, pode fornecer, além das informações de profissionais de outras
áreas (engenheiros), também auxilio tecnológico. É no CREA que os
projetos devem, primeiramente, ser encaminhados para análise e
cadastro. Somente depois seguem para os institutos municipais.
O arquiteto tem uma
formação específica para atender aos requisitos de
projetar espaços excepcionais, com funcionalidade e formas
inovadoras ou traduzir os sentimentos e necessidades de seus
clientes. O fato de outros profissionais conhecerem algumas
"letras do alfabeto" desta área, não garante bons
resultados e credibilidade ao trabalho final.
A experiência
profissional e a habilidade são fatores fundamentais para a combinação
e compreensão de todo o processo construtivo e, conseqüentemente,
para o sucesso.
Eu não consigo compreender uma planta arquitetônica apenas no papel.
Como vou saber se ela se adequa às minhas necessidades sem ainda tê-la
construído?
Primeiramente, você não está sozinho! Poucos indivíduos podem
compreender uma planta baixa e visualizar a obra acabada. Embora o
arquiteto ou engenheiro
são
os únicos indivíduos que podem
completamente "enxergar" a casa finalizada, há algumas técnicas
que você pode usar para visualizar uma planta.
Escolha um cômodo
da casa. Por exemplo, comece pela sala de estar. Veja, na planta, qual
é a largura e o comprimento deste ambiente. Depois faça uma relação
com a sua atual.
Vá a outros espaços
e tente relacioná-los entre si.
Verifique na planta
se os espaços estão separados por setores. Estes são três: O
social, íntimo e de serviços. É preciso que eles não se choquem e
se separem. Assim a casa terá mais funcionalidade. O setor social
abriga as salas, varandas, lavabos e acessos ao setores íntimos. Estes
compreendem os quartos, a home theater, as varandas e os banhos. O
setor de serviços devem estar compostos pela cozinha, lavanderia e
dependências de empregadas.
Não é admissível
que para ir de um quarto a outro, tenha-se que passar por uma
lavanderia, não e? Há aí um choque de setores.
As portas e janelas
constantes do projeto, geralmente, vêm acompanhadas de suas
respectivas medidas. Faça uma comparação com as existentes em sua
morada. Se as
janelas são suficientes para ventilação e iluminação. Se
as portas atendem a uma boa circulação de pessoas e objetos.
Atente-se ao
projeto de lay out, isto é, aquele que vem com desenhos de móveis,
equipamentos de cozinha e lavanderia.
Verifique se o tamanho sugerido deles está em conformidade com os que
você irá levar para a nova casa. É em cima do lay out, que se
posicionam as instalações elétricas, telefônicas e hidráulicas.
A quantidade de
ambientes é realmente o que precisa? O número de quartos, banhos e
vagas de garagem? Faça uma análise com toda a família, para cortar
excessos.
Estes procedimentos
ajudam a interpretar se a planta corresponde
às suas necessidades.
Lembre-se que o papel aceita tudo que quiser, mas a cada pequeno metro
a mais nele contido, é mais metro quadrado que irá gastar.
Como aliar minhas
necessidades de habitação aos meus poucos recursos para construção?
Praticamente
algumas respostas podem estar contidas na pergunta acima. Mas, acima
de tudo, é preciso autodisciplina e planejamento. A autodisciplina vem
da necessidade de se reverter tudo que teria dispêndio desnecessário,
tanto na vida pessoal,
quanto na obra, em benefícios para as etapas
essenciais da mesma. Pense sempre em vencer etapas de obra. Não se
preocupe, de antemão, em comprar materiais de acabamento se, ao menos
ainda, nem terminou a estrutura da casa. Pode ser que ao iniciar os
acabamentos internos, estes materiais já estejam em desuso ou em
promoção.
O planejamento é
fundamental, pois evita que você deixe de faltar algum material a
construção ou faltar a pagamentos de pessoal. Ele permite que você
estime e acompanhe o custo da obra, sem atropelos ou surpresas.
Qual a diferença
entre "área útil" e "área total"?
Todas elas
referem-se ao enquadramento da construção, ou a superfície que a
casa irá delimitar.
Área útil é
aquela em que você vive. São os espaços
privativos da casa. Aqueles reservados para habitação. Assim,
a garagem, as varandas e as áreas de lazer cobertas não seriam incluídas.
A área total é justamente o que diz - a soma de todas as áreas
cobertas, inclusive com a garagem, etc. Para se chegar ao custo do m2,
atente principalmente as áreas úteis, pois elas tem maior peso no
valor final das obras.
Quais são as
considerações mais importantes ao se projetar uma casa para um lote
estreito?
O primeiro passo é
o posicionamento da garagem e também do pavimento superior. A garagem
deve, preferencialmente, ficar logo na frente do lote. Dela tem-se
acesso à sala de estar. No térreo, busca-se implantar também a
copa, a escada na lateral e, nos fundos, a cozinha, com acesso a
lavanderia e área de lazer. A escada,
posicionada na lateral libera
espaços para circulação e ajuda a configurar o pavimento superior.
Nele situa-se os quartos, geralmente,
um na frente e outro nos fundos e
um terceiro, na lateral, juntamente com o banho, ficando assim, a
escada centrada em uma das laterais.
Se for possível o
recuo de uma das laterais, abre-se os vãos de iluminação,
nesta lateral, em caso contrário, são utilizados elementos arquitetônicos
que permitem a entrada de luz e ventilação pela cobertura, como os
domus e clarabóias, por exemplo.
Há certamente um número
maior de outras considerações. Quando os projetos para lotes
estreitos podem ser bem sucedidos, podem também ser totalmente inviáveis.
As diferenças estão estritamente nos detalhes dos dois extremos.
Se você tem uma
outra pergunta específica ou em geral sobre plantas
click
aqui ou ligue para nosso número
de serviço (35) 3214-3870
Nós teremos o
maior prazer em ajudá-lo a sanar suas dúvidas.
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